
Dois servidores públicos foram afastados durante uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga uma organização criminosa suspeita de fraudar a concessão do benefício do Seguro Defeso, que assegura renda aos pescadores artesanais durante o período em que a atividade pesqueira é legalmente interrompida.
A ação, deflagrada na manhã desta quarta-feira, 28, em em 16 municípios do Maranhão, busca cumprir cumprir 35 mandados de busca e aprensão, com o objetivo de interromper a atuação do grupo criminoso, preservar a instrução processual e evitar a continuidade das práticas ilícitas, além do bloqueio de aproximadamente R$ 400 milhões em bens e valores pertencentes aos investigados.
O que as investigações apontaram?
Segundo a PF, as investigações apontam para a existência de um esquema de fraudes envolvendo a concessão indevida do Seguro Defeso, mediante a inserção de informações falsas em sistemas governamentais, utilização de documentos fraudulentos e possível participação de agentes públicos e particulares.
"Segundo os indícios de prova já reunidos e análises realizadas, a atuação da organização criminosa poderia causar um prejuízo de aproximadamente R$ 10 bilhões aos cofres públicos em cinco anos. Durante o cumprimento das buscas foram apreendidos veículos de alto valor, armas, documentos e telefones celulares", detalhou a PF.
Diligências continuam
A Polícia Federal garantiu que investigações prosseguem com a análise do material apreendido e o aprofundamento das diligências, com o objetivo de identificar outros envolvidos, delimitar a extensão da atuação criminosa e quantificar com precisão os prejuízos causados ao erário.
"Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato previdenciário, inserção de dados falsos em sistema informatizado da Administração Pública, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro".












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