O espaço Caramanchão e Vila Maria Bonita foi tomado pela alegria, pela emoção e pelo orgulho das tradições nordestinas na noite desta segunda-feira (22), terceiro dia do Camaforró 2026. Com uma programação especialmente voltada para o público infantil, o local reuniu famílias, artistas e grupos culturais em uma celebração que uniu diferentes gerações em torno da música, da arte, das brincadeiras populares e das manifestações que fazem parte da identidade cultural de Camaçari. Entre cantigas, histórias, teatro e muito forró, crianças e adultos compartilharam momentos de encantamento e conexão com as tradições juninas.
A programação teve início com a apresentação da Cia Caldo de Cana, grupo de artistas camaçarienses que encantou o público com histórias populares transmitidas de geração em geração. Entre personagens, narrativas e muita interação, crianças e adultos mergulharam em um universo que resgata a oralidade e os saberes do Nordeste.
Acompanhando a apresentação ao lado do filho, o morador do bairro Camaçari de Dentro, Neilson Sena, destacou a importância de uma programação que contempla toda a família. “O mais bonito desse espaço é que as crianças também podem viver o São João de forma completa. Elas participam das brincadeiras, conhecem as cantigas tradicionais e têm contato com manifestações culturais que fazem parte da nossa história. É uma programação pensada para todas as idades”, afirmou.
Na sequência, o grupo infantil camaçariense Pé de Lata, presença tradicional no Camaforró, levou ao palco o espetáculo Candeeiro Encantado, uma celebração à cultura junina que utiliza a simbologia da luz para representar a permanência das tradições ao longo do tempo. “Pensar uma programação voltada para o público infantil é garantir que nossas tradições continuem vivas nas próximas gerações. O Caramanchão e a Vila Maria Bonita são espaços de encontro, aprendizado e encantamento, onde as crianças têm a oportunidade de vivenciar a cultura popular de forma lúdica, participativa e afetiva”, destacou a secretária da Cultura, Elci Freitas.
Com um repertório inspirado em mestres como Luiz Gonzaga e Dominguinhos, o espetáculo reuniu música, teatro e dança em uma experiência lúdica voltada para o público infantil, sem perder a essência do autêntico forró.
Para Adriana Almeida, integrante do grupo, a missão vai além do entretenimento. “Nossa maior motivação é promover esse encantamento e contribuir para a preservação da cultura popular. É na infância que formamos cidadãos conscientes da importância de valorizar suas raízes. Quando incluímos as crianças nos festejos e nas manifestações culturais, fortalecemos a identidade cultural do nosso município”, ressaltou.
Há uma década participando de festas infantis, espetáculos e grandes eventos culturais, o Pé de Lata segue renovando sua linguagem sem abrir mão da tradição. Segundo a espectadora Laís Bahia, a cada ano o grupo surpreende o público com novas experiências. “Todo ano eles trazem uma novidade diferente. As crianças ficam encantadas, participam das brincadeiras, dançam e interagem o tempo todo. Os figurinos chamam muita atenção e acabam envolvendo até os adultos na apresentação”, comentou.
Celebração da identidade nordestina
Um dos momentos mais aguardados da noite foi a apresentação da Quadrilha Fogueira Santa, que transformou o palco em um grande cenário de celebração junina. Misturando dança, teatro, música e contação de histórias, o grupo emocionou o público ao apresentar um espetáculo que homenageia as tradições nordestinas e a força da cultura popular. “Estou feliz em fazer parte da Quadrilha Fogueira Santa, que há 17 anos mantém a tradição desses festejos e do brinquedo popular. A quadrilha junina é sinônimo de resistência, traz identidade, pertencimento e fortalece a economia criativa e a cadeia cultural. Fazer parte disso me transforma como ser humano e como artista”, destacou o diretor artístico da quadrilha, Leandro Santolli.
Entre os espectadores, Joice Silva, que assistia à irmã se apresentar, não escondeu a emoção. “Fico emocionada em ver esse espetáculo que é a quadrilha junina, algo que hoje é cada vez mais raro de encontrar nas festas. Aqui, essa tradição continua viva. E hoje fico ainda mais feliz por ver minha irmã se apresentar e fazer parte desse movimento”, ressaltou.
A noite alcançou um de seus pontos altos quando o público recebeu com entusiasmo o repentista e mestre da cultura popular nordestina Antônio Ribeiro da Conceição, o Bule-Bule. Reconhecido nacionalmente por sua trajetória na valorização da poesia oral, do repente e das tradições sertanejas, o artista foi ovacionado ao subir ao palco, reafirmando o papel do Camaforró como espaço de preservação e difusão da cultura popular brasileira.
No palco, Bule Bule recebeu os repentistas Nadinho de Riachão do Jacuípe e Leandro Tranquilino. “Hoje recebo dois amigos repentistas para uma apresentação que traz a representatividade da cantoria do interior, simulando o ambiente de uma fazenda em noite de festa. Brincamos com o que poderia acontecer nesse cenário, cantando samba de roda, cantiga de roda, samba rural e o repente, nessa folia típica, quando a casa está em festa”, afirmou Bule Bule.
Também passaram pelo palco os grupos Sertanejos do Forró, Boi Tricotado, Grupo Cultural Ancestral, Sela de Gancho, Lu Lavine e Vitrola de Luxo, reforçando a diversidade artística que faz do Caramanchão e da Vila Maria Bonita um dos espaços mais tradicionais e afetivos do Camaforró.
Confira a programação do espaço cultural para o último dia (23/06):
Lance Nordestino – 18h
Alex e Camargo – 19h10
Vânia River – 20h20
Daniele Oliveira – 21h30
Sivirino e Sua Catrupia – 22h40
Samba Chula Filhos de Oyó – 23h50
Zé Rios e Fivela de Aço – 1h
Silva Filho – O Gigante da Seresta – 2h
Luizão do Baião – 3h
A programação teve início com a apresentação da Cia Caldo de Cana, grupo de artistas camaçarienses que encantou o público com histórias populares transmitidas de geração em geração. Entre personagens, narrativas e muita interação, crianças e adultos mergulharam em um universo que resgata a oralidade e os saberes do Nordeste.
Acompanhando a apresentação ao lado do filho, o morador do bairro Camaçari de Dentro, Neilson Sena, destacou a importância de uma programação que contempla toda a família. “O mais bonito desse espaço é que as crianças também podem viver o São João de forma completa. Elas participam das brincadeiras, conhecem as cantigas tradicionais e têm contato com manifestações culturais que fazem parte da nossa história. É uma programação pensada para todas as idades”, afirmou.
Na sequência, o grupo infantil camaçariense Pé de Lata, presença tradicional no Camaforró, levou ao palco o espetáculo Candeeiro Encantado, uma celebração à cultura junina que utiliza a simbologia da luz para representar a permanência das tradições ao longo do tempo. “Pensar uma programação voltada para o público infantil é garantir que nossas tradições continuem vivas nas próximas gerações. O Caramanchão e a Vila Maria Bonita são espaços de encontro, aprendizado e encantamento, onde as crianças têm a oportunidade de vivenciar a cultura popular de forma lúdica, participativa e afetiva”, destacou a secretária da Cultura, Elci Freitas.
Com um repertório inspirado em mestres como Luiz Gonzaga e Dominguinhos, o espetáculo reuniu música, teatro e dança em uma experiência lúdica voltada para o público infantil, sem perder a essência do autêntico forró.
Para Adriana Almeida, integrante do grupo, a missão vai além do entretenimento. “Nossa maior motivação é promover esse encantamento e contribuir para a preservação da cultura popular. É na infância que formamos cidadãos conscientes da importância de valorizar suas raízes. Quando incluímos as crianças nos festejos e nas manifestações culturais, fortalecemos a identidade cultural do nosso município”, ressaltou.
Há uma década participando de festas infantis, espetáculos e grandes eventos culturais, o Pé de Lata segue renovando sua linguagem sem abrir mão da tradição. Segundo a espectadora Laís Bahia, a cada ano o grupo surpreende o público com novas experiências. “Todo ano eles trazem uma novidade diferente. As crianças ficam encantadas, participam das brincadeiras, dançam e interagem o tempo todo. Os figurinos chamam muita atenção e acabam envolvendo até os adultos na apresentação”, comentou.
Celebração da identidade nordestina
Um dos momentos mais aguardados da noite foi a apresentação da Quadrilha Fogueira Santa, que transformou o palco em um grande cenário de celebração junina. Misturando dança, teatro, música e contação de histórias, o grupo emocionou o público ao apresentar um espetáculo que homenageia as tradições nordestinas e a força da cultura popular. “Estou feliz em fazer parte da Quadrilha Fogueira Santa, que há 17 anos mantém a tradição desses festejos e do brinquedo popular. A quadrilha junina é sinônimo de resistência, traz identidade, pertencimento e fortalece a economia criativa e a cadeia cultural. Fazer parte disso me transforma como ser humano e como artista”, destacou o diretor artístico da quadrilha, Leandro Santolli.
Entre os espectadores, Joice Silva, que assistia à irmã se apresentar, não escondeu a emoção. “Fico emocionada em ver esse espetáculo que é a quadrilha junina, algo que hoje é cada vez mais raro de encontrar nas festas. Aqui, essa tradição continua viva. E hoje fico ainda mais feliz por ver minha irmã se apresentar e fazer parte desse movimento”, ressaltou.
A noite alcançou um de seus pontos altos quando o público recebeu com entusiasmo o repentista e mestre da cultura popular nordestina Antônio Ribeiro da Conceição, o Bule-Bule. Reconhecido nacionalmente por sua trajetória na valorização da poesia oral, do repente e das tradições sertanejas, o artista foi ovacionado ao subir ao palco, reafirmando o papel do Camaforró como espaço de preservação e difusão da cultura popular brasileira.
No palco, Bule Bule recebeu os repentistas Nadinho de Riachão do Jacuípe e Leandro Tranquilino. “Hoje recebo dois amigos repentistas para uma apresentação que traz a representatividade da cantoria do interior, simulando o ambiente de uma fazenda em noite de festa. Brincamos com o que poderia acontecer nesse cenário, cantando samba de roda, cantiga de roda, samba rural e o repente, nessa folia típica, quando a casa está em festa”, afirmou Bule Bule.
Também passaram pelo palco os grupos Sertanejos do Forró, Boi Tricotado, Grupo Cultural Ancestral, Sela de Gancho, Lu Lavine e Vitrola de Luxo, reforçando a diversidade artística que faz do Caramanchão e da Vila Maria Bonita um dos espaços mais tradicionais e afetivos do Camaforró.
Confira a programação do espaço cultural para o último dia (23/06):
Lance Nordestino – 18h
Alex e Camargo – 19h10
Vânia River – 20h20
Daniele Oliveira – 21h30
Sivirino e Sua Catrupia – 22h40
Samba Chula Filhos de Oyó – 23h50
Zé Rios e Fivela de Aço – 1h
Silva Filho – O Gigante da Seresta – 2h
Luizão do Baião – 3h
Foto: Juliano Sarraf
Voz do Povo Bahia, Editora-chefe : Silvania Nascimento













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