
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), reforçou nesta sexta-feira (12) a importância do Baralho Lilás, uma ferramenta inédita no país que reúne foragidos denunciados por feminicídio, estupro e outras formas de violência contra mulheres.
“Todos nós, homens, temos mães, irmãs, filhas, esposas ou companheiras. Precisamos construir uma nova cultura, especialmente entre aqueles que cresceram e se formaram dentro de valores completamente deformados”, afirmou.
Jerônimo ainda afirmou: “Não posso dizer que fico feliz”. Segundo ele, “por mais que seja nosso dever garantir o respeito às mulheres, tratamos esse trabalho como obrigação, não como motivo de celebração. Nosso desejo seria empregar energia em outras frentes, e não gastar tempo perseguindo homens que praticam atrocidades contra mulheres”.
O governador também informou que participou de uma reunião com a secretária de Políticas para as Mulheres, Neusa Cadore, o vice-governador Geraldo Júnior, o secretário de Segurança Pública, Marcelo Werner, e a atendente Sabrina, para alinhar estratégias de combate ao feminicídio.
“Desde 2011, a Bahia utiliza o Baralho do Crime, uma forma, de certo modo lúdica, de exibir fora da TV ou do rádio imagens de criminosos, estimulando a população a reconhecer e denunciar. Esse recurso ajuda a difundir nomes e facilitar prisões”, pontuou Jerônimo.
Ele acrescentou que os números impressionam: “Alguns casos são chocantes. Conforme os dados apresentados, 338 homens foram presos por meio do reconhecimento facial. Se não me falha a memória, quem estiver mais próximo pode confirmar, somente neste ano, foram 71 prisões de homens que cometeram crimes contra mulheres”.






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