Amigos saem para cobrar dívida de R$ 255 mil e são encontrados mortos

 

Quatro homens foram encontrados mortos na área rural de Icaraíma, no interior do Paraná, na madrugada desta sexta-feira (19). As vítimas, que eram amigas, estavam desaparecidas desde o dia 5, quando saíram de São José do Rio Preto, em São Paulo, para cobrar uma dívida de R$ 255 mil.

Robishley Hirnani de Oliveira, de 53 anos, Rafael Juliano Marascalchi, 43, e Diego Henrique Afonso, 39, trabalhavam há 13 anos cobrando dívidas. Eles ofertavam o serviço para os credores que estavam com dificuldade de receber determinados valores.

De acordo com a polícia, Alencar Gonçalves de Souza, de 36 anos,  havia vendido um automóvel em Icaraíma por R$ 255 mil, mas o comprador não quitou as dez notas promissórias de R$ 25,5 mil. Por isso, ele contratou o Robishley, Rafael e Diego para tentar receber a quantia.

As investigações apontam que as vítimas foram atraídas para uma emboscada dos devedores. Os quatro foram até uma propriedade rural, no distrito de Vila Rica, para receber o dinheiro, mas não foram mais localizados.  A esposa de Robishley procurou a polícia de São Paulo para prestar queixa no dia 6 de setembro e, desde então, as autoridades passaram a investigar o caso.

O veículo utilizado pelo grupo, um Fiat Toro, foi encontrado no dia 12 de setembro enterrado em um bunker em uma área de mata próxima a Icaraíma, após o pai de uma das vítimas receber uma carta indicando o paradeiro. O carro apresentava marcas de tiros e vestígios de sangue.

"Os corpos dos homem [sic] estão no sítio [...], Estrada da Jundiá na Mata do Tenente dentro do carro enterrado. O sítio é a 500 metro [sic] da igrejinha a esquerda. Eu investiguei um suspeito e ele me falou", dizia a carta. 

Posteriormente, os corpos de Robishley, Rafael, Diego e Alencar foram localizados a aproximadamente 500 metros do carro, cobertos por plantas. Eles foram removidos do local na madrugada desta sexta-feira.

Suspeitos identificados

Os principais suspeitos do crime são pai e filho: Antonio Buscariollo, de 66 anos, e Paulo Ricardo Costa Buscariollo, de 22. Ambos são considerados foragidos.

A dupla chegou a ser ouvida pela polícia, negou envolvimento no desaparecimento e foi liberada, mas fugiu no dia seguinte.

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