A redução da oferta de vagas para o curso de Medicina no campus de Vitória da Conquista da Universidade Federal da Bahia (Ufba) virou assunto de Justiça. Um grupo de 40 estudantes do Bacharelado Interdisciplinar em Saúde (BIS), que deseja ingressar em Medicina, denuncia que nove vagas não foram oferecidas pela universidade, mesmo após acordo firmado com o Ministério Público Federal (MPF). Os alunos entraram com pedido de impugnação do processo seletivo e denunciaram o caso ao órgão federal nesta semana.
A cada semestre, a Ufba disponibiliza 41 vagas para alunos do Bacharelado Interdisciplinar em Saúde que planejam migrar para Medicina. O critério utilizado para o preenchimento das vagas é o rendimento dos estudantes durante os três anos de BI. Com o atraso de um semestre no início das aulas por conta da pandemia, quem se matriculou no segundo semestre de 2021 tem a mesma previsão de formatura dos alunos que ingressaram no BI no início de 2022. A situação implica no aumento da concorrência.
Em fevereiro, a universidade fez um acordo com o Ministério Público Federal, em que se comprometeu a garantir a totalidade de aos matriculados no segundo semestre de 2021, evitando, assim, a duplicação da concorrência. Porém, em agosto, a universidade anunciou apenas 32 vagas disponibilizadas em Salvador, excluindo nove vagas, em Vitória da Conquista. Os alunos pedem que o processo, que encerra na quinta-feira (5), seja revisto.
No pedido de impugnação feito à universidade, a defesa dos estudantes afirma que a anulação do processo seletivo seria prejudicial e, por isso, solicita apenas a inserção das nove vagas. Elas são referentes ao Instituto Multidisciplinar em Saúde, em Vitória da Conquista, no sudoeste baiano. O número de alunos que entraram com a ação representa quase metade do total de estudantes do Bacharelado Interdisciplinar em Saúde.
“Diante do não cumprimento integral do que fora acordado com o MPF, nada obsta que o mesmo desarquive o procedimento e ajuíze ação na Justiça Federal visando anular todo processo seletivo, o que geraria grandes prejuízos acadêmicos [...] Assim, diante do exposto, apela para o bom senso [...] solicita a retificação do edital, incluindo nove vagas", diz o documento. O advogado Gustavo Azevedo, que representa os alunos, explica que se trata de um procedimento administrativo.






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