
Um servidor da Guarda Civil Municipal (GCM) de Nazaré foi afastado após se envolver em uma confusão em um bar no bairro Mercantil, na noite de domingo (25). Durante o tumulto, um homem foi esfaqueado, uma mulher foi agredida e o guarda também ficou ferido. De acordo com a Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEMOP), o agente estava de folga, sem farda e fora de serviço.
Segundo informações, um homem procurou a base da Guarda Municipal pedindo socorro após uma briga no bar. Ao chegarem ao local, os agentes de plantão naquela noite constataram que os envolvidos eram um guarda municipal e sua esposa, que também integra a corporação, ambos fora de serviço.
Segundo relatos, uma discussão entre o servidor e um colega evoluiu para agressões físicas. O inspetor Antônio disse ao Divulgue Nazaré que o colega do agente teria utilizado um objeto perfurante, possivelmente uma faca ou um pedaço de vidro, para ferir um terceiro envolvido. O próprio guarda municipal também sofreu lesões durante a confusão.
A Guarda Civil Municipal informou que não procede a versão de que o servidor teria esfaqueado alguém. De acordo com a apuração, os golpes teriam sido desferidos por outro indivíduo, enquanto o guarda teria tentado intervir.
O homem ferido sofreu três perfurações — duas nas costas e uma no abdômen — recebeu atendimento médico, teve alta e está em casa, fora de perigo. Já o agente da GCM foi atingido por uma pedrada, sofreu ferimentos no rosto, levou vários pontos e perdeu um dente.
Em nota divulgada na segunda-feira (26), a SEMOP esclareceu que, por o servidor estar fora de serviço, não é possível imputar responsabilidade institucional à Guarda Municipal ou à própria secretaria pelos atos praticados.
Apesar disso, o órgão informou que a Administração Pública vai apurar os fatos na esfera administrativa, com o objetivo de preservar a imagem institucional e avaliar a conduta ética e moral do servidor. Segundo o comunicado, os procedimentos internos já foram instaurados, conforme o Regimento Interno da corporação e a legislação complementar.
Na mesma nota, a secretaria repudiou associações indevidas entre o episódio, classificado como de natureza privada, e a atuação institucional da Guarda Municipal, além de alertar contra eventual uso político do caso. O texto encerra reafirmando o compromisso com a “legalidade, ordem pública, disciplina, transparência e defesa institucional”.






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