Usina sucroalcooleira da Nestlé integra lista de empresas investigadas pela PF em combate ao PCC

 

A megaoperação da Polícia Federal – PF, que investiga a atuação do crime organizado - mais especificamente do PCC - no segmento de combustíveis, tem em sua relação de empresas, ou melhor, de usinas sucroalcooleiras uma unidade fabril que integra a rede de abastecimento de açúcar da Nestlé, segundo lista publicada pela própria multinacional Suíça.

A informação foi divulgada em matéria do Repórter Brasil. “A Usina Itajobi Açúcar e Álcool SA, com sede em Marapoama (SP), foi um dos alvos de busca e apreensão da Operação Carbono Oculto, deflagrada na última quinta-feira (28). Segundo as investigações, a usina é controlada por Mohamad Hussein Mourad, empresário com “fortes laços” com a organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), e apontado como cabeça do esquema criminoso”, diz a reportagem.

A investigação da PF é feita conjuntamente por agentes do Ministério Público de São Paulo e da Receita Federal. Ela analisa a atuação de uma organização criminosa que se “apossou” de usinas sucroalcooleiras no interior de São Paulo e se infiltrou em todas as etapas da cadeia de produção de etanol, incluindo a adulteração de combustíveis, conforme explicam os órgão envolvidos na investigação, de acordo com informação dos órgãos envolvidos na megaoperação.

Vale ressaltar que o esquema também operava na ocultação e blindagem do patrimônio, via fundos de investimentos e fintechs (plataformas online de serviços financeiros). Também são investigados crimes como lavagem de dinheiro, fraudes tributárias e estelionato, em operações que superam os R$ 8,4 bilhões.

"A Usina Itajobi é apontada como “elemento central na estratégia da organização criminosa” liderada por Mohamad Mourad, “sendo um pilar fundamental para a expansão e a lavagem de capitais do grupo”. As informações estão descritas na decisão judicial que autorizou as ações de busca e apreensão e bloqueios de bens e valores dos investigados. Procurada, a Nestlé e a Usina Itajobi não responderam aos questionamentos enviados pela reportagem até o fechamento deste texto. A defesa de Mohamad Mourad não foi localizada”, revela a matéria do Repórter Brasil.

O espaço está aberto para o posicionamento da empresa Nestlé e dos envolvidos no caso.

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