O vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior (MDB), falou pela primeira vez após a derrota nas eleições para o prefeito reeleito Bruno Reis (União Brasil), em Salvador. "Veja como são as forças ocultas: tirei uns dias para descansar com a família, se eu ficasse aqui, iria diziam que eu ficaria no lero-lero. Fui para o afago da família descansar", disse o emedebista, em entrevista à Metrópole nesta terça-feira (15).
Ele relembrou que decidiu ser candidato na chapa governista em 2022, época em que deixou o grupo liderado por ACM Neto e Bruno Reis na capital baiana, para marchar junto à legenda petista no governo.
"Quando tomei a decisão em 2022, eu estava em uma zona de conforto. Estava reeleito presidente da Câmara. Veio uma súmula vinculante do STF referendando a antecipação daquela eleição pela terceira vez. Quando tomei a decisão, estava convicto das minhas razões e nas minhas convicções. Queria participar de um processo político onde tivesse voz e vez, e tenho, onde fosse ouvido e respeitado, e sou, onde tivesse não um chefe político, um líder político, que é o governador Jerônimo Rodrigues, a quem sempre reporto minhas decisões", declarou o vice-governador.
Geraldo Júnior comentou o resultado do pleito e disse que não cabe a ele ficar buscando os nomes de quem não o apoiou. O vice-chefe do Executivo baiano declarou ainda que está à disposição de Bruno Reis.
"As vitórias nós comemoramos, as derrotas não choramos e nem ficamos lamentando ou estabelecendo um patrulhamento de quem deu uma dedicação maior ou menor à eleição. As pessoas me perguntam: a esquerda não esteve com você como esteve com Jerônimo Rodrigues em 2022. Não vou ficar fazendo nenhum patrulhamento ou medição se grande parte da esquerda, o total ou parte não caminhou comigo ou com Kleber Rosa. Temos a certeza de que está consolidado um processo de direita e extrema-direita em Salvador", disse Geraldo.
"Quero inclusive parabenizar o prefeito Bruno Reis e desejar boa sorte a ele. Que as críticas que fiz, críticas da política, as absorva e me tenha inclusive à disposição para trocarmos ideias sobre desigualdades econômicas e sociais, transporte público rodoviário de qualidade e sobre médicos nos postos de saúde", acrescentou.
O emedebista ainda falou sobre a votação expressiva de Kleber Rosa, candidato do PSOL que ficou em segundo lugar no pleito municipal. Ele acredita que a derrota tenha sido por conta da população não assimilar o apoio de Lula à sua candidatura.
"Liguei para o candidato Kleber Rosa, que se configurou como o candidato de esquerda. Teve um pouco mais de 1,2 mil votos a mais do que eu. Quero agradecer ao cidadão e cidadã de Salvador que acreditou nisso. Temos um processo de direita consolidada com o prefeito dessa cidade, temos Kleber Rosa que recebeu maciçamente o apoio da esquerda e eu sou um centro-esquerda porque, além e ser vice-governador, tem minha ligação com o governador Jerônimo Rodrigues e com o presidente Lula, que foi 15 em Salvador. Talvez as pessoas não tenham entendido a mensagem que o 13 era 15 em Salvador", disse Geraldo Júnior.






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