Iniciando
com a música clássica do norueguês Edvard Grieg, passando pelos
compositores brasileiro Heitor Villa-Lobos, e britânico Charles
Chaplin, e finalizando com o choro Tico-Tico no Fubá, composto por
Zequinha de Abreu, o sexteto Opus
Lúmen se
apresentou no Teatro Cidade do Saber na última terça-feira. O
evento faz parte do Projeto Cameratas da Orquestra Sinfônica da
Bahia (Osba).
A
apresentação ocorreu a partir do convite da Secretaria de Cultura
de Camaçari (Secult) e a titular da pasta, Elci Freitas, falou sobre
o objetivo. “Fizemos esse convite para a Camerata da Osba para que
a gente consiga fazer nossa formação de plateia e ter espetáculos
aqui na nossa cidade. Tem pouco tempo que reabrimos a Cidade do
Saber, precisamos e esperamos também por momentos como esse. É um
prazer receber a Osba, inclusive, já deixamos o convite para
retornarem aqui em dezembro, no nosso evento natalino”.
Durante
a apresentação, o público pôde saber um pouco ainda sobre as
músicas e compositores do repertório, além de ter informações
sobre os instrumentos. O oboísta do grupo, Gabriel Paes Marcatini,
foi o responsável por passar as explicações e
falou sobre a apresentação. “O repertório é bem variado, a
gente procura sempre ter uma abordagem mais didática. Sobre a
primeira música, por exemplo, de Edvard Grieg, que é uma alvorada,
explicamos essa
ideia dele querer retratar os primeiros raios de sol. Enfim, as
imagens que, com os sons, ele tenta descrever no imaginário de cada
um”.
Ainda
compõem o
sexteto: Ilza Cruz, no fagote; Davi Britto, na trompa; Leandro
Tigrão, na flauta; Humberto Monteiro, na percussão; e Lucas
Ferreira, no clarinete.
O
evento foi realizado em parceria com a Secretaria de Educação de
Camaçari (Seduc),
que levou estudantes dos anos finais dos centros educacionais Maria
Quitéria e Tancredo Neves, das escolas municipais Ilay Garcia
Ellery, Cosme
de Farias e Virgínia Reis Tude, além dos centros de educação
municipal de Camaçari
e Paulo Freire.
Um
dos 350 estudantes presentes foi Neemias Moreira de Jesus, 14 anos,
que está no 8º ano na Escola Cosme de Farias, que falou sobre o
sentimento de ver a apresentação, e a retomada das atividades na
Cidade do Saber. “Eu fico meio emocionado, meio normal. Acho legal
que as pessoas visitantes, os novos que vêm aqui pela primeira vez,
começam a aprender, também pelo ensino das histórias”, afirmou.
Da
comunidade, a aposentada Belani Cerqueira Santos, 75 anos, também
foi assistir a apresentação e destacou a importância. “Tem que
haver essas apresentações sempre para movimentar o pessoal, ficar
conhecendo o grupo e também participarem. É uma motivação para os
jovens, principalmente os estudantes, que querem aprender também a
música. Nós estávamos sem quase nenhuma apresentação e quando
tinha não havia acesso para todos, para a comunidade, que é muito
importante. Eu amo uma atividade cultural aqui!”, finalizou
entusiasmada.
O
Projeto Cameratas da Osba tem como objetivo criar oportunidades de
apreciação musical com vistas à difusão e o acesso à música
erudita e popular, contribuindo para a formação cidadã dos
baianos.