
Um homem de aproximadamente 30 anos, ainda não identificado, invadiu e depredou
a Igreja de São João Batista, localizada no Quadrado Histórico de Trancoso, em Porto
Seguro, na tarde desta quarta-feira (30). No momento do ataque, ele vestia traje social
e segurava uma Bíblia. Após a ação, o suspeito fugiu do local, mas foi localizado pela
polícia e levado para atendimento na UPA de Trancoso, pois apresentava sinais de
surto. A Diocese de Eunápolis emitiu nota de repúdio ao ato de vandalismo.
O ataque aconteceu quando o templo católico
estava fechado. Segundo o padre Marconi Ramos, o suspeito arrombou uma porta
lateral com um chute. Dentro da igreja, destruiu imagens de anjos que ficavam no altar,
derrubou o sacrário e danificou cadeiras e outros objetos litúrgicos.
Apesar dos danos, nenhuma imagem histórica foi quebrada. O padre informou que a
equipe da paróquia já está fazendo a limpeza da igreja, que funcionará normalmente a
partir de quinta-feira (1º).
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O padre Marconi Ramos lamentou a falta de respeito e a intolerância religiosa
demonstradas pelo suspeito. “Com tantas igrejas na cidade, ele vai direto na igreja do
Quadrado, porque é igreja católica, perseguida. Fico muito triste com isso”, afirmou.
Em nota, a Diocese de Eunápolis classificou a invasão e
depredação de igreja como um ato gravíssimo, que fere profundamente a fé e
reverência à presença real de Jesus na Eucaristia e entristece ainda mais por
acontecer poucos dias após a grande celebração do Jubileu Eucarístico dos 525 anos
da Primeira Missa no Brasil.
“A Diocese de Eunápolis já está tomando todas as providências legais e pastorais, e,
em breve, informará a data da Santa Missa de desagravo, à qual toda a comunidade
diocesana está chamada a participar com espírito de oração, reparação e unidade”,
destacou a nota.
A Igreja de São João Batista é um importante símbolo
religioso e turístico de Trancoso, sendo visitada por milhares de pessoas todos os
anos. A igreja foi construída no século XVII por missionários jesuítas e se destaca pela
simplicidade de sua arquitetura colonial.
Depois de receber atendimento médico, o suspeito será encaminhado à
delegacia para as devidas providências.
Ele pode responder pelos crimes contra o patrimônio (Art. 163 do Código Penal),
vilipêndio de objeto de culto (Art. 208 do Código Penal) invasão de propriedade e
intolerância religiosa, entre outros.
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