
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) alerta
para um problema que impacta diretamente o atendimento à população: os trotes
telefônicos. De acordo com dados da Central de Regulação do SAMU Regional de
Camaçari, 734 ligações foram identificadas como trotes ao longo do ano de 2025,
número que demonstra um desafio constante para o funcionamento do serviço de
emergência.
No mesmo período, pelo número 192, o SAMU recebeu
20.279 chamadas destinadas a solicitações de orientação médica, acionamento de
ambulâncias e atendimentos de urgência e emergência. Apesar de o número de
trotes representar cerca de 3,6% das ligações no último ano, cada trote ocupa a
linha telefônica e mobiliza profissionais que poderiam estar no atendimento de
uma emergência real. Os trotes prejudicam o atendimento, já que cada ligação
falsa pode representar um risco para quem realmente precisa de socorro.
Além disso, em alguns casos, informações falsas podem
levar ao deslocamento desnecessário de ambulâncias, gerando desperdício de
recursos públicos e reduzindo a disponibilidade das equipes para ocorrências
verdadeiras.
O SAMU reforça que o número 192 deve ser utilizado
apenas em situações de urgência e emergência, como acidentes de trânsito,
parada cardiorrespiratória, acidente vascular cerebral (AVC), convulsões,
traumas graves e situações de risco imediato à vida. O uso responsável do
serviço é essencial para garantir que o atendimento chegue rapidamente a quem
realmente precisa.
O SAMU é responsável pelo atendimento pré-hospitalar
de urgência e emergência, atuando para prestar socorro rápido às vítimas,
estabilizar o paciente no local da ocorrência e garantir o encaminhamento seguro
para a unidade de saúde, conforme indicação médica. Ao ligar para o número 192,
que é gratuito, a pessoa deve falar calmamente o que aconteceu, onde está
(endereço e ponto de referência), quantas pessoas estão machucadas e o próprio
nome.
O funcionamento do SAMU 192 ocorre em quatro passos,
da seguinte forma: o primeiro acontece quando o solicitante entra em contato
com a Central de Regulação do SAMU; em seguida, ocorre o atendimento inicial,
que é realizado pelo Técnico Auxiliar de Regulação Médica (TARM), profissional
responsável por coletar informações sobre o paciente, o local da ocorrência e a
situação apresentada; logo após, as informações são encaminhadas ao médico
regulador, que avalia a gravidade do caso e define a conduta mais adequada; por
fim, há a definição do atendimento: dependendo da situação, o médico pode
realizar orientação médica por telefone ou acionar uma ambulância para
atendimento no local.
Foto- Patrick Abreu
Voz do Povo Bahia, Editora-chefe : Silvania Nascimento