
"Das duas, uma: ou desistiram da nacionalização ou enfim reconheceram a força da liderança de ACM Neto, inclusive em Camaçari"
Presidente do União Brasil na Bahia, o deputado federal Paulo Azi respondeu nesta segunda-feira (21) ao discurso do senador Jaques Wagner (PT),
que, mais cedo, criticou ACM Neto (União) por, segundo ele, o
ex-prefeito de Salvador estrar usando o palanque de seu correligionário
Flávio Matos (União) em Camaçari para antecipar o debate sobre as
eleições de 2026, nais quais ele deve se candidatar a governador.
Em post nas redes sociais nesta segunda, Jaques Wagner disse ainda
para ACM Neto deixar “seu candidato (o vereador Flávio Matos) se
defender” em Camaçari, onde disputa a prefeitura com Luiz Caetano (PT).
“Vejam vocês, é no mínimo contraditório esse posicionamento de
Wagner. O PT é quem mais insistiu em nacionalizar a eleição municipal,
tanto em Salvador quanto nas grandes, médias e pequenas cidades. Então,
das duas, uma: ou desistiram da nacionalização ou enfim reconheceram a
força da liderança de ACM Neto, inclusive em Camaçari”, instiga Azi.
Para o presidente estadual do União Brasil, a fala de Wagner pode ser
também interpretada como “um reconhecimento da péssima avaliação do
governo Jerônimo Rodrigues (PT)”. O senador disse que ACM Neto “foi pra
Camaçari falar mal de Jerônimo” e que “agora não é hora de candidatura a
governador, é hora da candidatura de prefeito”.
“É um paradoxo. Eles insistiram na estadualização e na
nacionalização, levaram Jerônimo e até o presidente Lula para Camaçari.
Agora, parece que lembraram que a eleição é para prefeito. Talvez esse
posicionamento de Wagner também esteja relacionado ao fato de que o
governador está com péssima avaliação e queira afastar Jerônimo da
campanha do PT em Camaçari”, provoca Paulo Azi.
O deputado diz ainda que o PT utilizou como estratégia a
nacionalização e estadualização da eleição nas grandes cidades “e sofreu
diversas derrotas”, como em Feira de Santana, Vitória da Conquista,
Lauro de Freitas, Ilhéus “e outras”. “Viram que o governo Jerônimo vai
mal das pernas, e agora parece que querem esconder o governador de
Camaçari após tantas derrotas acachapantes que sofreram”, diz Azi.